Mahango, the Cheetah, and Kazondwe Camp
Mahango, a Cheetah e o Kazondwe Camp
📍 Kongola, Caprivi Strip, NamibiaWe made the most of RiverDance Lodge until the very last drop. A slow coffee, a still river, that pleasant feeling of wanting to stay. But the road was calling, there was more to see.
We entered Mahango Game Reserve around 8am with no great expectations, and within 20 kilometres we were completely won over. Dense wildlife, very green landscape, plenty of water, and almost no other cars.
We found the border with Botswana inside the park, but didn't cross, we'll save that for tomorrow.
Somewhere along the way we celebrated kilometre 6000!
Despite all of Paula's merits as a travel companion, spotting animals is definitely not one of them. There's a mix of clumsiness, poor eyesight, and lack of interest, too many shortcomings, at minimum a yellow card.
"I can see something over there, I just don't know if it's a duck or a squirrel!" This sentence, delivered with half-closed eyes, perfectly sums up the quality of the spotter we have here, despite the Dora the Explorer look.
On the B8 highway (a decent single-lane road in each direction where you cruise at 100–120 km/h), we spotted a safari truck (Outlander) stopped ahead. Damn, something must have made it stop, probably an elephant. I slow down. Paula takes her side (left), I take mine (right). Right there on her left side, a cheetah is sitting under a tree in that majestic pose. I didn't see it, I was told about it! I didn't see it because I was looking to the right. Paula saw it, because I'd already slowed down and the animal was 1 metre from the road, but our spotter thought it was a person sitting down and said nothing. A person sitting down, mind you, dressed in cheetah skin, with two pointy ears and little paws on the ground, a per-son sit-ting down! Only after we passed did I hear "ahhh, ahhh, ahhh, stop, stop, stop, there's a leopard there...". I still managed to catch a glimpse of the cheetah bolting into a bush 10 metres into the bush. She didn't even mention that she'd called it a leopard, I only caught a sideways glance anyway.
We stayed there a good 10 minutes with the car off the road, about 5 metres away, waiting for it to show itself again, but when it finally did, it was to run off entirely, which is why the only photo we have is rather poor.
On the bright side, we now have excellent photos of ladies sitting under trees, because from that point on, just to be safe, Paula always took a photo, in case what looked like a person was actually a Siberian Tiger.
We reached Kongola and filled up, the usual ritual: Petrol, Full.
We headed to Kazondwe Camp. A tent camp, much more raw, on a hillside overlooking the river and the hippos. We're inside the reserve with no fencing, which gives it an extra charm.
The tent has an outdoor bathroom. Paula wasn't thrilled about that part, because of those small black snakes, what the locals in Kongola call centipedes.
Hot water only from 6am to 9am. After 7pm, you don't walk alone, it's the protocol.
We caught up on work. Two hours of decent internet in the middle of nowhere feels almost like a luxury. As night fell, we lit the fire pit at the tent. You can hear the hippos, but they say fire keeps them away.
The manager told us that in five years she's already seen lions, leopards, and hippos around the camp. She prefers to personally escort guests to their tents so she doesn't have to trigger the liability insurance. Fair enough.
Aproveitámos o RiverDance Lodge até à última gota. Café demorado, rio parado, aquela sensação boa de querer ficar. Mas a estrada chamava, havia mais para ver.
Entrámos no Mahango Game Reserve por volta das 8h sem grandes expectativas e, em 20 quilómetros, ficámos rendidos. Fauna concentrada, paisagem muito verde, muita água, e quase sem carros.
Encontrámos a fronteira com o Botswana, dentro do parque, mas não entrámos, vamos deixar para amanhã.
Algures por ali celebrámos o quilómetro 6000!
Apesar de todos os méritos da Paula enquanto companheira de viagem, ver bichos definitivamente não é um deles. Há ali um misto de falta de jeito, falta de vista e falta de interesse, são muitas faltas, no mínimo daria cartão amarelo.
"Estou a ver ali qualquer coisa, só não sei se é um pato ou um esquilo!" Esta frase, dita com os olhos semicerrados, revela bem a qualidade da spotter que aqui temos, apesar do aspecto de Dora Exploradora.
Na autoestrada B8 (que é uma estrada boa de uma faixa para cada lado, em que se anda entre 100 a 120 km/h), vemos um camião safari (Outlander) parado. Oh diabo, há ali qualquer coisa que o fez parar, deve ser elefante. Abrando. A Paula fica com o lado dela (esquerdo), eu fico com o meu (direito). Mesmo junto ao lado esquerdo (o dela) está uma cheetah sentada debaixo de uma árvore, naquela pose majestática. Eu não vi, contaram-me! Não vi porque estava a olhar para o lado direito. A Paula viu, porque eu já tinha desacelerado e a bicha estava a 1 metro da estrada, mas a nossa spotter achou que era uma pessoa sentada e não disse nada. Uma pessoa sentada, veja-se, vestida de pele de cheetah, com duas orelhas espetadas e as mãozinhas no chão, uma pes-so-a sen-ta-da! Só quando passámos por ela é que ouço um "ahhh, ahhh, ahhh, pára, pára, pára, está ali um leopardo...". Ainda consegui ver a cheetah a fugir para um arbusto 10 metros mais dentro do mato. Nem me diz qualquer referência ao facto de lhe ter chamado leopardo, que eu já só consegui ver de esguelha.
Ficámos por ali uns bons 10 minutos com o carro fora da estrada, a uns 5 metros dela, à espera que se mostrasse mais, mas quando resolveu fazê-lo foi para correr dali para fora, e daí a única foto que temos ser fraquinha.
Porém, em contrapartida, temos excelentes fotos de senhoras sentadas debaixo das árvores, porque a partir daí, pelo sim pelo não, a Paula tirava sempre fotografia, não fosse aquilo que lhe parecia ser uma pessoa ser na verdade um Tigre Siberiano.
Chegámos a Kongola e abastecemos, é sempre o ritual do costume: Petrol, Full.
Seguimos para o Kazondwe Camp. Um acampamento de tendas, muito mais cru, numa encosta a ver o rio e os hipopótamos. Estamos dentro da área de reserva e sem gradeamento, o que lhe dá um encanto extra.
A tenda tem uma casa de banho cá fora. A Paula não gostou muito dessa parte, porque tem aquelas cobras pretas pequeninas, aquilo que aqui em Kongola as pessoas chamam de centopeias.
Água quente só das 6h às 9h. Depois das 19h só se anda acompanhado, é o protocolo.
Pusemos o trabalho em dia. Duas horas de boa internet no meio do nada é quase luxo. Ao cair da noite, acendemos o fire pit da tenda. Ouvem-se os hipos, mas dizem que com fogo eles não vêm.
A manager contou que em cinco anos já viu leões, leopardos e hipopótamos por ali. Prefere levar os hóspedes às tendas pessoalmente para não ter de acionar o seguro de responsabilidade civil. Justo.